segunda-feira, 29 de maio de 2017

PROGRESSO
Bem, o progresso chegou em minha cidade, com ele veio muitas transformações.
Chegaram muitos investimentos, grandes construtoras, pessoas importantes, pousadas, condomínios, casarões e muitos empregos. Mas a bonança também traz seu lado ruim da história. Com ele veio violência, tráfico de drogas, roubos. Esse em consequência dos usuários de drogas que não tem como sustentar seu vício. Trambique de todas as formas, pois no meio imobiliário é cobra comendo cobra, um sempre quer levar vantagem nas costas dos outros. A  prostituição uma peste que não perdoa ninguém, seja ela adulta ou infantil. A degradação de nossas matas, rios, poluição de nossas praias, a rotina da população são alteradas e também nossa cultura, essa que já vem cambaleando resolve de forma forçada se enterrar de um vez por todas.
É isso, nossa terrinha tupiniquim paga um preço muito alto por esse bicho devorador chamado progresso e a população. A população que vá pra ... é isso que esse povo ambicioso quer.

Ângelo Cassiano 

domingo, 28 de maio de 2017

ORGULHO DE SER MIGUELENSE
O VERDADEIRO MIGUELENSE, NÃO É AQUELE QUE VESTE A CAMISA DE UM OU DE OUTRO CANDIDATO.
O VERDADEIRO MIGUELENSE É AQUELE QUE SE PREOCUPA COM OS PROBLEMAS QUE SEU POVO PASSA.
E NESSE MOMENTO VENHO AQUI PEDIR O APOIO DAQUELES QUE SE ORGULHA DE SER MIGUELENSE, PARA OBSERVAR COM MAIS CARINHO PARA OS NOSSOS MAIORES TESOUROS.
NOSSA CULTURA, NOSSA HISTÓRIA E NOSSA CACIMBA,  ESSA POR SINAL AGONIZA A CADA DIA  JORRANDO GOTAS DE ÁGUAS, PORQUE NÃO PODE JORRAR GOTAS DE SANGUE.
VAMOS NOS UNIR PARA SALVAR NOSSA CACIMBA, NOSSA HISTÓRIA, POIS ELA S SÃO NOSSAS FONTES INESGOTÁVEIS DE ÁGUA E CONHECIMENTO PROTEGIDA PELO NOSSO SÃO MIGUEL ARCANJOS.
ÂNGELO CASSIANO

terça-feira, 9 de maio de 2017

ALAZÃO
Ainda queria saber se existe  algo melhor de que se lembrar das presepadas da infância?
Eu me lembro muito bem dessas presepadas. Então vou te contar mais uma.
Era um belo domingo de sol e tinha acabado de chegar na casa dos meus pais.
Como sempre faço, vou até o portão da frente observar como está a rua. Olhei pra um lado, tudo tranquilo. Quando olhei para o outro lado, vi um cavalo bonito na porta do meu vizinho Marcelo. Fui até lá  observar o animal.
Nesse momento Marcelo estava fechando negócio no belo alazão e queria testar o mesmo. Foi então que me ofereci para testar o bendito cavalo, já que eu tinha acabado de comprar um também. Montei no bicho e fui  até a praia. Me parecia um animal tranquilo, mas esqueceram de me avisar que o  animal não suportava barulho de moto.
Ai lascou tudo.
Por ironia do destino surgiu do nada o miserável do Eli, um morador de uma fazenda próxima da cidade com a praga de uma pipoqueira, como era conhecida as motos Agrales em minha cidade.
O cavalo ouviu aquele barulho e de repente saiu em disparada, à velocidade era tão grande que tentaram agarrar os estribos do bicho, mas ninguém conseguiu pegar. Tudo isso acontecendo e eu pendurado no lombo daquele alazão. E era um tal de coice daqui, pulos de lá, gritos do povo que estava na rua. E eu montado no lombo do bicho como carrapato agarra na orelha de um cachorro.
Em meio a toda essa agonia. O coitado do animal tropeçou bem enfrente a cacimba do município e caiu. Com minha pessoa em cima do seu lombo.
Uma aventura como essa eu nunca mais me esqueço e os estragos também não.
Uma perna fraturada, uma pancada forte no nariz fraturando o mesmo, várias escoriações tendo que ser levado as presas para Maceió. E pra resumir a conversar, o cavalo era cego, ouvia pouco e era doido.
Pronto terminei.


ÂNGELO CASSIANO