terça-feira, 9 de maio de 2017

ALAZÃO
Ainda queria saber se existe  algo melhor de que se lembrar das presepadas da infância?
Eu me lembro muito bem dessas presepadas. Então vou te contar mais uma.
Era um belo domingo de sol e tinha acabado de chegar na casa dos meus pais.
Como sempre faço, vou até o portão da frente observar como está a rua. Olhei pra um lado, tudo tranquilo. Quando olhei para o outro lado, vi um cavalo bonito na porta do meu vizinho Marcelo. Fui até lá  observar o animal.
Nesse momento Marcelo estava fechando negócio no belo alazão e queria testar o mesmo. Foi então que me ofereci para testar o bendito cavalo, já que eu tinha acabado de comprar um também. Montei no bicho e fui  até a praia. Me parecia um animal tranquilo, mas esqueceram de me avisar que o  animal não suportava barulho de moto.
Ai lascou tudo.
Por ironia do destino surgiu do nada o miserável do Eli, um morador de uma fazenda próxima da cidade com a praga de uma pipoqueira, como era conhecida as motos Agrales em minha cidade.
O cavalo ouviu aquele barulho e de repente saiu em disparada, à velocidade era tão grande que tentaram agarrar os estribos do bicho, mas ninguém conseguiu pegar. Tudo isso acontecendo e eu pendurado no lombo daquele alazão. E era um tal de coice daqui, pulos de lá, gritos do povo que estava na rua. E eu montado no lombo do bicho como carrapato agarra na orelha de um cachorro.
Em meio a toda essa agonia. O coitado do animal tropeçou bem enfrente a cacimba do município e caiu. Com minha pessoa em cima do seu lombo.
Uma aventura como essa eu nunca mais me esqueço e os estragos também não.
Uma perna fraturada, uma pancada forte no nariz fraturando o mesmo, várias escoriações tendo que ser levado as presas para Maceió. E pra resumir a conversar, o cavalo era cego, ouvia pouco e era doido.
Pronto terminei.


ÂNGELO CASSIANO

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