ALAZÃO
Ainda
queria saber se existe algo melhor de
que se lembrar das presepadas da infância?
Eu
me lembro muito bem dessas presepadas. Então
vou te contar mais uma.
Era
um belo domingo de sol e tinha acabado de chegar na casa dos meus pais.
Como
sempre faço, vou até o portão
da frente observar como está a rua. Olhei pra um lado,
tudo tranquilo. Quando olhei para o outro lado, vi um cavalo bonito na porta do
meu vizinho Marcelo. Fui até lá observar o animal.
Nesse
momento Marcelo estava fechando negócio no belo alazão
e queria testar o mesmo. Foi então que me ofereci para testar
o bendito cavalo, já que eu tinha acabado de comprar um também.
Montei no bicho e fui até
a praia. Me parecia um animal tranquilo, mas esqueceram de me avisar que o animal não
suportava barulho de moto.
Ai
lascou tudo.
Por
ironia do destino surgiu do nada o miserável
do Eli, um morador de uma fazenda próxima da cidade com a praga
de uma pipoqueira, como era conhecida as motos Agrales em minha cidade.
O
cavalo ouviu aquele barulho e de repente saiu em disparada, à
velocidade era tão grande que tentaram agarrar os estribos do bicho,
mas ninguém conseguiu pegar. Tudo isso acontecendo e eu
pendurado no lombo daquele alazão. E era um tal de coice
daqui, pulos de lá, gritos do povo que estava na rua. E eu montado no
lombo do bicho como carrapato agarra na orelha de um cachorro.
Em
meio a toda essa agonia. O coitado do animal tropeçou
bem enfrente a cacimba do município e caiu. Com minha pessoa
em cima do seu lombo.
Uma
aventura como essa eu nunca mais me esqueço
e os estragos também não.
Uma
perna fraturada, uma pancada forte no nariz fraturando o mesmo, várias
escoriações tendo que ser levado as presas para Maceió.
E pra resumir a conversar, o cavalo era cego, ouvia pouco e era doido.
Pronto
terminei.
ÂNGELO
CASSIANO
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