quinta-feira, 30 de abril de 2026

Somos um

 Verso 1)

Eu e você, já faz um bom tempo que somos só apenas um
Vêm as fases, a mistura parece que vai mudar
E deixar em nosso lugar apenas o eu
Mas não tem jeito, a gente se encontra no final

(Refrão)
A gente senta, põe a mesa, ou vai pra cama
E voltamos novamente a ser só um
Vêm as brigas, as tormentas, o ciúme
Mas no fim da festa, o que nos resta é sermos apenas um

(Verso 2)
O mundo lá fora tenta nos separar
Querem nos tornar de novo em eu e você
Testando a força desse nosso lugar
Mas nosso laço ninguém consegue desfazer

(Refrão)
A gente senta, põe a mesa, ou vai pra cama
E voltamos novamente a ser só um
Vêm as brigas, as tormentas, o ciúme
Mas no fim da festa, o que nos resta é sermos apenas um

(Ponte)
Pode vir o que for, a gente aguenta
Essa é a nossa festa, o nosso momento
No fim de tudo, a gente se reinventa
E prova que é mais forte o sentimento

(Refrão)
A gente senta, põe a mesa, ou vai pra cama
E voltamos novamente a ser só um
Vêm as brigas, as tormentas, o ciúme
E no fim da festa, o que nos resta é sermos apenas um

Meu bem querer

 Verso 1)

Nesse momento de poucas ideias
Te chamo pra peleja, o que não quero escrever
Insisto no tempo, em forte relento, o jeito de ser
Mas a vida não perdoa
Me chama para a proa antes que eu venha a descer
Então, minha vida amiga,
Se esconde em barrigas
O meu bem querer

(Refrão)
E a vida me chama, não posso esperar
Mas meu bem querer se esconde em algum lugar
No meio do tempo, no forte relento
Buscando um alento pro meu sentimento

(Verso 2)
As horas se arrastam, num tédio profundo
A folha em branco reflete o meu mundo
Procuro palavras que possam dizer
O que a alma sente, sem querer se expor
A cada segundo, aumenta a agonia
De ver escapando a minha poesia

(Refrão)
E a vida me chama, não posso esperar
Mas meu bem querer se esconde em algum lugar
No meio do tempo, no forte relento
Buscando um alento pro meu sentimento

(Verso 3)
Talvez na proa que a vida me aponta
Encontre a rima que a mente desmonta
E o meu bem querer, que em mim se aninhou
Desponte num verso que o tempo guardou

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Anunciar

 


[VERSO 1]
tempo fechado
vento amarrado
chuva guardada
Alimenta meu ser
poeira contida
Atrapalha formiga
Em seu ato de ter
cantar de um grilo
Os arbustos dormindo
Anuncia tempo que vem seguir
terral variante
Um frio cortante reacende querer
Como se fosse um amante em seu ato insistente

[REFRÃO]
nesse silêncio, eu me encontro
Esperando mundo girar
Cada gota de chuva, um novo conto
Que alma insiste em guardar

[VERSO 2]
casa quieta
luz indireta
Desenha no chão
Um mapa pra onde ir
Mas os pés estão presos
Em desejos acesos
Que custam sair
noite avança lenta
saudade aumenta
É um eco distante me consumir

[REFRÃO]
nesse silêncio, eu me encontro
Esperando mundo girar
Cada gota de chuva, um novo conto
Que alma insiste em guardar

[VERSO 3]
Talvez amanhã
sol de manhã
Desfaça 
Que tempo me deu
poeira se assente
formiga contente
Encontre que é seu
Mas por ora, me abrigo
Nesse frio que é amigo
nesse instante que é só meu

Seu perfume

 



Valiosas essenciais
Enfurnados em pequenos frascos
Me traz um lapso de desejo seu
Seu cheiro esplêndido

(Refrão)
Sua cor deslumbrante
Impera em seu corpo aguçado eu
Acende um nostálgico deleite
Que agora ou talvez, renova em mim

Lembro daquele instante
Onde tempo parou pra ver você passar
Seu sorriso, um convite constante
Pra um lugar onde eu sempre quis estar

(Refrão)
Sua cor deslumbrante
Impera em seu corpo aguçado eu
Acende um nostálgico deleite
Que agora ou talvez, renova em mim

nesse frasco de memórias
Guardo essência do que senti
Um perfume que conta histórias
De um amor que floresce aqui


segunda-feira, 27 de abril de 2026

Quando eu começo a agradecer

 Verso 1)

Quando eu começo a agradecer
O Espírito levanta, meu olhar se encanta
E eu posso enfim falar com Deus
Contando a Ele todos os sonhos meus

(Refrão)
Mas Quando eu começo a agradecer
Meus olhos se fecham, minha mente se abre
O coração se enche de amor
E eu sinto a presença do Senhor

(Verso 2)
Quando eu começo a agradecer
Eu sinto o peso saindo do corpo
Começo a chorar, mas é aos poucos
E sinto o abraço que me faz novo

(Refrão)
Mas Quando eu começo a agradecer
Meus olhos se fecham, minha mente se abre
O coração se enche de amor
E eu sinto a presença do Senhor

(Verso 3)
Quando eu começo a agradecer
As lutas parecem pequenas demais
A força renasce, eu encontro a paz
E sei que Contigo, eu fico em paz

domingo, 26 de abril de 2026

Era Helena

 Verso 1)

Linda, pequena, inteligente
Com uma aurea conectada sempre com Deus
Trabalhava pra não deixar nada faltar
E seus gestos não se medem nem com trena

(Refrão)
Oh, Helena, que nome forte
Sua alegria forte que contagia
Que pena, ah, que pena
Você passou tão rápido, minha querida Dona Helena

(Verso 2)
Criou uma penca de filhos, que sorte
E a todos eles você deu tanto amor
Sofreu, mas sempre com um riso no rosto
Transformando toda dor com seu calor

(Refrão)
Oh, Helena, que nome forte
Sua alegria forte que contagia
Que pena, ah, que pena
Você passou tão rápido, minha querida Dona Helena

(Ponte)
Sua luz ainda brilha em cada canto
A saudade aperta, mas o amor ficou
Em cada lembrança, o seu encanto
A mulher incrível que o tempo levou

Ainda volto lá

 Hoje meu lazer quase acaba em tragédia

Foi descendo uma serra, do tamanho que Deus a fez
Gritos e sussurros marcavam seu andar
Saindo do Caxangá, Terra de Calabar


[Refrão]


Quase que o meu amor, ia ficando por lá
Desespero, choro e gritos no ar
Na Terra de Calabar, que quase meu amor se estrepou
Mas a mão de Deus te segurou


[Verso 2]


Como um míssil eu vi você passar
Indo de encontro a uma estaca que se bate à mata
O coração na boca, parei de respirar
Um segundo a mais e eu não ia aguentar


[Refrão]


Quase que o meu amor, ia ficando por lá
Desespero, choro e gritos no ar
Na Terra de Calabar, que quase meu amor se estrepou
Mas a mão de Deus te segurou


[Verso 3]


A poeira baixou e o alívio chegou
Você estava ali, o perigo passou
Mas a imagem ficou, pra sempre vou lembrar
Um dia eu ainda volto, na Terra de Calabar

Panela furada

 Verso 1)

Lembro daqueles domingos os filhos reunidos
O tempo passava lento
Vocês chegavam no silêncio com uma panela furada
E um saco de castanhas secada ao vento
Com um sorriso que não cabia na boca E pedia pra gente assar

(Refrão)
Mas Quando a castanha queimava
Uma gargalhada explodia saia de vocês
Meu pai caía na gaitada, que embolava no chão
A alegria era verdadeira espontânea com a cara sincera daquele que o ama

(Verso 2)
A senhora, com todo o cuidado
Quebrava uma por uma, com gosto
Distribuindo um pouco pra cada filho
Com aquele sorriso de sempre no rosto
(Refrão)
Mas Quando a castanha queimava
Uma gargalhada explodia saia de vocês
Meu pai caía na gaitada, que embolava no chão
A alegria era verdadeira espontânea com a cara sincera daquele que o ama

(Ponte)
Hoje, quando lembro desses momentos
A lágrima acompanha os pensamentos
Dói, mas dói de verdade a saudade
Que ficou no tempo, aperta aqui por dentro um tempo que não volta mais