sábado, 28 de outubro de 2017

O QUE FOI MINHA TRADIÇÃO
As vezes falar de saudades traz um aperto forte no coração. E isso que senti ao ver as comemorações  das festividades do padroeiro do meu lugar. Na verdade, festividades zero. Quando lembro  das grandes festas que já passaram durante essa data. Tinha  de tudo, dos pastorios aos bingos que era de grande valor.
Saía em cena logo pela manhã, a missa em sua homenagem.
Também  tinha sem falta ainda no período da manhã seguindo para tarde os torneios esportivos. Ainda com muito empenho, vinha o bom e famoso Pau de sebo e as grandes corridas de saco e a distância. Também com sua grande importância, vinha os batizados sempre bem concorridos.
Chegada a noite. As grandes atrações musicais e o folclore que era uma atração  à parte. As bandas  eram sempre trevus e shesman.  Essas bandas eram sempre convidadas faça chuva ou faça  sol.
Antes das atrações musicais vinham sempre os pastoris.
Logo cedinho com pouca gente abria a festa as meninas e suas formosuras.
Logo em seguida a grande atração da festa do grande padroeiro, entravam em cena os pastoril dos homens  de São Miguel dos Milagres.
Era na verdade uma atração à parte, seus componentes tinha quase que obrigação de alegrar aquela multidão que aguardava ansiosa por aquele momento.
Depois de uma ou duas horas de exibição o pastoril se despedia de seu público com a canção  que ninguém queria ouvir. E então que vinha começando assim:
As quatro horas da manhã quando vem rompendo aurora, os anjos cantam no céu e as puaras vão  embora.
Adeus. Queremos repousar.
Adeus. Adeus.
E assim, tinha fim a maior atração  da festa de São  Miguel.
Mas de uns tempos  pra cá, nossa tradição  foi assassinada pelos gestores que aqui passaram.
ÂNGELO CASSIANO

Nenhum comentário:

Postar um comentário