O QUE FOI MINHA TRADIÇÃO
As vezes falar de saudades traz um aperto forte no coração. E isso que senti ao ver as comemorações das festividades do padroeiro do meu lugar. Na verdade, festividades zero. Quando lembro das grandes festas que já passaram durante essa data. Tinha de tudo, dos pastorios aos bingos que era de grande valor.
Saía em cena logo pela manhã, a missa em sua homenagem.
Também tinha sem falta ainda no período da manhã seguindo para tarde os torneios esportivos. Ainda com muito empenho, vinha o bom e famoso Pau de sebo e as grandes corridas de saco e a distância. Também com sua grande importância, vinha os batizados sempre bem concorridos.
Chegada a noite. As grandes atrações musicais e o folclore que era uma atração à parte. As bandas eram sempre trevus e shesman. Essas bandas eram sempre convidadas faça chuva ou faça sol.
Antes das atrações musicais vinham sempre os pastoris.
Logo cedinho com pouca gente abria a festa as meninas e suas formosuras.
Logo em seguida a grande atração da festa do grande padroeiro, entravam em cena os pastoril dos homens de São Miguel dos Milagres.
Era na verdade uma atração à parte, seus componentes tinha quase que obrigação de alegrar aquela multidão que aguardava ansiosa por aquele momento.
Depois de uma ou duas horas de exibição o pastoril se despedia de seu público com a canção que ninguém queria ouvir. E então que vinha começando assim:
As quatro horas da manhã quando vem rompendo aurora, os anjos cantam no céu e as puaras vão embora.
Adeus. Queremos repousar.
Adeus. Adeus.
E assim, tinha fim a maior atração da festa de São Miguel.
Mas de uns tempos pra cá, nossa tradição foi assassinada pelos gestores que aqui passaram.
ÂNGELO CASSIANO
Nenhum comentário:
Postar um comentário