quarta-feira, 25 de março de 2026

Prato de cristal

Verso 1) A mesa posta, o brilho ofusca o olhar Banquete farto, um riso a ecoar Mas no chão frio, a sombra se arrasta Juntando os restos que a ganância afasta Migalhas secas, de um pão que não é meu Um gosto amargo que o destino me deu (Refrão) Oh, dejetos da vida, em pratos de cristal A fome clama, um grito gutural Essa fartura é feita da minha dor E a revolta cresce, perde o seu temor! (Verso 2) O ouro veste os corpos sem valor Enquanto a alma sangra, implora por calor Caminham cegos, em seu pedestal Ignorando o mundo que agoniza, real Cada moeda, um pedaço do que sou Um futuro roubado que a cobiça levou (Refrão) Oh, dejetos da vida, em pratos de cristal A fome clama, um grito gutural Essa fartura é feita da minha dor E a revolta cresce, perde o seu temor! (Verso 3) Mas o silêncio hoje vai se quebrar A voz dos esquecidos vai se levantar Não mais de joelhos, por restos a pedir O prato vazio, vamos nós destruir A mesa vira, o jogo vai mudar Das cinzas da miséria, a força há de brotar (Refrão) Oh, dejetos da vida, em pratos de cristal A fome clama, um grito gutural Essa fartura é feita da minha dor E a revolta cresce, perde o seu temor!

Nenhum comentário:

Postar um comentário