quinta-feira, 16 de abril de 2026

EU SOU DO TEMPO

 (Verso 1)

Eu sou do tempo que água de cacimba fazia milagres
O pente era de madeira e sempre tinha solução
O vento soprava leve, trazendo a promessa de chuva
E um grito estranho na noite era história de lobisomem

(Refrão)
Que pena que esse tempo foi passando
Voando rápido, sem a gente ver
Aquele mundo bom tá se apagando
Hoje é tão fácil alguém desaparecer

(Verso 2)
Eu sou do tempo que cachorro comia jaca no quintal
E a gente saía de madruga pra caçar, que tempo bom
Homem era pra mulher, e mulher para homem, era o natural
Era um tempo em que um sumiço era um grande assombro

(Refrão)
Que pena que esse tempo foi passando
Voando rápido, sem a gente ver
Aquele mundo bom tá se apagando
Hoje é tão fácil alguém desaparecer
(Verso 3)
Eu sou do tempo que água de cacimba fazia milagres
Eu sou do tempo que o pente era de madeira e tinha solução
Eu sou do tempo que o vento soprava leve e trazia a chuva
(Refrão)
Que pena que esse tempo foi passando
Voando rápido, sem a gente ver
Aquele mundo bom tá se apagando
Hoje é tão fácil alguém desaparecer

Nenhum comentário:

Postar um comentário