[VERSO 1]
O tempo fechado
O vento amarrado
A chuva guardada
Alimenta o meu ser
A poeira contida
Atrapalha a formiga
Em seu ato de ter
O cantar de um grilo
Os arbustos dormindo
Anuncia o tempo que vem a seguir
O terral variante
Um frio cortante reacende o querer
Como se fosse um amante em seu ato insistente
[REFRÃO]
E nesse silêncio, eu me encontro
Esperando o mundo girar
Cada gota de chuva, um novo conto
Que a alma insiste em guardar
[VERSO 2]
A casa quieta
A luz indireta
Desenha no chão
Um mapa pra onde ir
Mas os pés estão presos
Em desejos acesos
Que custam a sair
A noite avança lenta
A saudade aumenta
É um eco distante a me consumir
[REFRÃO]
E nesse silêncio, eu me encontro
Esperando o mundo girar
Cada gota de chuva, um novo conto
Que a alma insiste em guardar
[VERSO 3]
Talvez amanhã
O sol de manhã
Desfaça o nó
Que o tempo me deu
E a poeira se assente
A formiga contente
Encontre o que é seu
Mas por ora, me abrigo
Nesse frio que é amigo
E nesse instante que é só meu
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